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Dossiês recentes

Capítulo 2

Intolerância: 2016 vs 2017

Ano novo, preconceito velho

Realizada nos meses de julho a setembro de 2017, através da plataforma Torabit, esta edição do dossiê capturou e analisou um total de 215.907 menções.

 

Redes Monitoradas

A grande maioria das postagens captadas é do Twitter, que representa mais de 98% do levantamento. O Instagram é a rede que vem na sequência, com 1,5%. Vale destacar que a maioria dos dados do Facebook não é pública, o que impede que boa parte dos comentários da rede seja captada.

Em comparação com o primeiro Dossiê, que teve o levantamento realizado entre os meses de abril e junho de 2016, houve uma queda de 60,2% no total de menções captadas, quando foram capturados 542.781 comentários.

A maior diferença com relação ao primeiro dossiê, e que também ajuda a explicar a queda no número total de menções captadas, ocorreu com o tema da intolerância política, que em 2016 teve mais de 273 mil comentários, enquanto em 2017 esse número foi para pouco mais de 26 mil. Muito dessa queda tem relação direta com o momento político do período analisado, já que no primeiro levantamento o debate com relação ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff estava em seu ápice.

Assim, em 2017, a intolerância que obteve o maior número de comentários foi a relacionada às pessoas com deficiência, com mais de 46 mil, seguida por classe social, misoginia e homofobia.

Já o maior crescimento no número total de menções, comparando-se com 2016, foi de classe social, mas também com um aumento considerável nas menções positivas, que foram de 2,7% para 20,6%.

Total de menções 2016 x 2017

Sentimento geral

Além de separados por tipo de intolerância, os comentários captados foram classificados como negativos, quando eram preconceituosos ou reforçavam discursos de ódio, positivos, quando combatiam a intolerância, e neutros, quando não apresentavam um posicionamento claro de quem postava.

E o resultado, embora um pouco melhor que em 2016, ainda assusta, já que 77% das menções foram consideradas negativas, contra 84% no primeiro dossiê.

Porcentagem de menções negativas 2016 vs 2017

Por gênero

Com relação ao gênero de quem fez as postagens, somando os 10 tipos de intolerância, os homens registraram 50,2% das menções e as mulheres, 49,8%, um empate dentro da margem de erro do estudo, que é de 3%.

Por estado

O Estado que teve a maior quantidade de menções, somando os dez tipos de intolerância aqui analisados, é o Rio de Janeiro, com mais de 37% do total. Na sequência, aparece o Estado de São Paulo, com 18,4%, seguido por Minas Gerais (8,1%) e Rio Grande do Sul (4,5%). Os dois únicos tipos de intolerância nos quais o Rio de Janeiro não foi líder de menções foram xenofobia e política, em que São Paulo ficou com a maior quantidade de comentários.

Tipo de menção

Os comentários também foram classificados com relação ao tipo, sendo separados em opiniões, compartilhamentos/retweets, depoimentos – quando era relatada alguma situação que a pessoa tinha vivido ou presenciado – e notícias. Do total capturado, as opiniões e os compartilhamentos tiveram destaque, com 41,9% e 39,8% das menções, respectivamente. Os depoimentos somaram 17,3%, enquanto as notícias, 1%.

Visível x invisível

Outra categorização realizada foi em visíveis ou invisíveis e reais ou abstratas. Na primeira análise, os comentários foram classificados como visíveis, quando a discriminação era explícita e direta, ou invisíveis, quando esse preconceito era mais velado, muitas vezes sem a intenção de ofender, ainda que fossem intolerantes.

Nesse quesito, a maior parte das menções foi visível, ou seja, explícita, com 78,4% do total, enquanto os comentários invisíveis, com um preconceito velado, registraram 21,6%.

Real x abstrato

Já na segunda análise, as menções foram classificadas em reais, quando direcionadas a uma pessoa específica, ou abstratas, quando direcionadas a todo um grupo de pessoas.

Nesse quesito, foi registrado empate técnico no limite da margem de erro, de 3%, com as abstratas tendo 52,9% e as reais 47,1%.