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Capítulo 8

Misoginia

Uma luta que ainda está longe de terminar

O histórico feminista pela luta de direitos avançou muito em todo o mundo, mas ainda restam fortes traços de uma raiz social machista e patriarcal.

 

Total capturado: 2.738 menções

As mulheres representam a maioria em território canarinho, somando 51,4% da população brasileira. Fora isso, elas também chefiam 40,5% das famílias brasileiras. Esse cenário dá quase pra entender que as mulheres conquistaram igualdade em todos os sentidos no Brasil, né? Só que não.

O histórico feminista pela luta de direitos avançou muito em todo o mundo, mas ainda restam fortes traços de uma raiz social machista e patriarcal. No Brasil, 13 mulheres são assassinadas todos os dias. Das agressões sofridas, 50% são cometidas por parceiros e ex-parceiros.* Para fechar com chave de tristeza, o Brasil aparece em quinto lugar na lista de países com maiores taxas de homicídio de mulheres (confira a lista aqui).

O que tudo isso significa? Que o
machismo ainda pulsa forte nas veias brasileiras, e isso assusta.
*Dados de 2015

Assim como nas ruas, nas redes o cenário não é diferente. Mais de 74% das menções que citavam termos machistas foram negativas, e apenas 22,9% foram usuários problematizando a intolerância. Não para por aí. Os comentários abstratos ficaram com 63,7% e os visíveis com 88%. Na absoluta maioria dos comentários, usuários destilam termos machistas e intolerantes de forma velada, tentando dar uma roupagem mais “suave” para o machismo, como de costume nas redes.

Sentimentação

 
Quando o assunto é misoginia, a cada 10 comentários, dois são positivos e sete são negativos. Isso resultou em uma porcentagem de assustadores 74,1% de comentários ofensivos. Apenas 22,9% de pessoas que problematizam a misoginia. Ainda assim, os números de 2016 foram ainda piores, quando somaram-se 88% de comentários negativos.

Gênero

 
Uma das maiores curiosidades desse monitoramento é a divisão por gênero. Tivemos 67,3% de participações femininas e apenas 32,7% de homens falando sobre o tema. Números que comprovam como muitas mulheres ainda, mesmo que sem querer, espalham termos e comportamentos machistas e misóginos.

Mapa do Brasil

 
No ranking por Estados, o Rio de Janeiro ocupa a primeira posição, seguido por São Paulo e Minas Gerais.

Tipos de Intolerância

 
Os compartilhamentos foram maioria, com 45,9%. Em segundo lugar, ficaram as opiniões, com 27,7%. Logo em seguida vieram os depoimentos, com 26,3%, e as notícias, com apenas 0,1%.

Visível x Invisível

 
Se compararmos os gráficos de comentários visíveis e invisíveis de 2016 com 2017, não vamos notar grandes mudanças. Uma diferença de apenas 5,7% nos comentários invisíveis (12% em 2017 contra 17,7% em 2016). Os comentários visíveis ficaram com a maioria nos dois períodos.

Abstrato x Real

 
Similares aos números de comentários visíveis e invisíveis, os comentários reais e abstratos também não ficaram muito diferentes de 2016 para 2017. Ambos os períodos tiveram maioria de comentários abstratos (63,7% em 2017 e 65,8% em 2016). Os comentários reais também tiveram porcentagem bem parecida, com praticamente 2% de diferença de um período para o outro.

Grafo de conexões

 
O grafo dá conta das conexões entre usuários que utilizaram os termos relacionados ao tipo de intolerância analisado. Assim, é possível ver como o tema aparece nas redes e quem são os principais influenciadores. Cada ponto é uma pessoa em uma determinada rede e as cores indicam cada cluster. Para analisar as conexões e cada usuário, clique no grafo.

Nuvem de termos

 
A nuvem de termos mostra quais as palavras com maior repetição nos comentários.

Exemplos de intolerância coletadas nas redes