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Dossiês recentes

Capítulo 9

Política

Entre coxinhas e petralhas

O clima de guerra entre “coxinhas” e “petralhas” não é nenhuma novidade, pelo menos para quem viveu no Brasil nesses últimos três anos

 

Total capturado: 26.621 menções.

O clima de guerra entre “coxinhas” e “petralhas” não é nenhuma novidade, pelo menos para quem viveu no Brasil nesses últimos três anos. E isso, logicamente, é levado a níveis altos de intolerância nas redes sociais. Uma polarização extrema, que reduz muito qualquer possibilidade de um debate qualificado e muitas vezes afasta quem quer discutir política sem simplesmente xingar o lado oposto e defender cegamente quem representa. E tudo isso incrementado com um mix de perfis falsos, robôs e fake news.

Uma polarização extrema, que reduz muito qualquer possibilidade de um debate qualificado.

Em comparação ao primeiro dossiê, política foi o tema com a maior diferença na quantidade de menções capturadas, com uma queda brusca no total de comentários. Se em 2016 foram 273.752 postagens monitoradas, em 2017 esse número caiu para “apenas” 26.621. Essa redução pode ser explicada primeiro pelo próprio momento político do país, já que o primeiro levantamento foi realizado no auge da discussão sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Além disso, pode-se perceber um certo cansaço de boa parte da população no debate político, e muito disso por conta dos níveis absurdos de intolerância e ódio que esse debate provocou nos últimos tempos.

Sentimentação

 
Com relação ao sentimento das menções, 79,8% foram consideradas negativas, contra 10,7% das positivas e 9,5% das neutras. Já em 2016, as menções negativas tiveram ainda mais destaque, 97,4% do total. Ou seja, ainda que o cenário continue ruim, é possível ver que pelo menos uma pequena parte das pessoas que entram nesse debate nas redes passou a ter consciência de que esse ambiente de intolerância é péssimo, com comentários que visam contestar essa polarização.

Gênero

 
Os homens fizeram a maioria dos comentários captados, com 66,1% das menções, contra 33,9% das mulheres.

Mapa do Brasil

 
No caso da intolerância política, São Paulo foi o Estado em que concentrou a maior parte das menções. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul. É interessante notar que política e xenofobia foram os dois únicos temas em que São Paulo obteve mais menções que o Rio de Janeiro.

Tipos de menções

 
Diferentemente da maioria dos outros tipos de intolerância aqui analisados, no caso da política, os compartilhamentos e retweets são a maioria das menções, com 50,3% do total, o que mostra como boa parte das pessoas apenas replica opiniões e posicionamentos alheios. As opiniões pessoais foram 41,4%, os depoimentos 5,5% e as notícias 2,8%.

Visível x Invisível

 
Como era de se esperar, a maioria absoluta dos comentários foi classificada como visível, com 98,4% do total, já que a intolerância política é bastante explícita, com a maior parte dos intolerantes não fazendo a menor questão de “disfarçar” isso. O número é semelhante ao encontrado em 2016, quando 97,4% das menções foram visíveis.

Abstrato x Real

 
Já na relação entre real e abstrato, a tendência de 2016 também foi mantida, com empate na margem de erro: 50,4% são reais, contra uma pessoa específica, enquanto 49,6% são abstratas, contra todo um grupo.

Grafo de conexões

 
O grafo dá conta das conexões entre usuários que utilizaram os termos relacionados ao tipo de intolerância analisado. Assim, é possível ver como o tema aparece nas redes e quem são os principais influenciadores. Cada ponto é uma pessoa em uma determinada rede e as cores indicam cada cluster. Para analisar as conexões e cada usuário, clique no grafo.

Nuvem de termos

 
A nuvem de termos mostra quais as palavras com maior repetição nos comentários.

Exemplos de intolerância coletadas nas redes