9. Considerações finais

Pela dimensão e gravidade do problema do lixo em nossa sociedade, ficou evidente, a partir dos dados obtidos, que falta muita conscientização e informação sobre o tema. O debate existe, mas ainda é muito raso e insuficiente para gerar uma verdadeira mudança na forma como lidamos com nossos resíduos.

Ninguém discorda que a poluição gerada pelo lixo seja um problema, o que foi comprovado pelo fato de, em todos os cenários pesquisados, menos de 1% das menções serem negativas, ou seja, comentários que ignoram o problema.

Por outro lado, a maior parte das postagens foi neutra, somando mais de 50% do total, principalmente por conta de retweets, compartilhamentos de notícias e piadas, sem um posicionamento claro.

Outro exemplo de como ainda precisamos fomentar o debate sobre a questão do lixo, é que os problemas mais citados foram aqueles mais presentes no cotidiano das pessoas, como os alagamentos (48,5% do total de menções), em detrimento de outras consequências tão graves quanto, mas menos visíveis, como a poluição e a degradação ambiental gerada pelos lixões (2,5% do total).

É lógico que resolver a questão do lixo parte de políticas públicas mais eficientes com relação à coleta e tratamento dos resíduos, além de uma cooperação internacional no sentido de atenuar as consequências ambientais em todo o planeta. Entretanto, essa mudança também parte de cada um de nós, mudando hábitos de consumo e descarte do nosso lixo. E essa conscientização só será possível a partir de um debate mais profundo e qualificado em toda a sociedade.

Hábitos simples, como separar o lixo doméstico, dar o destino correto para o descarte tecnológico e buscar alternativas de reciclagem, fazem toda a diferença. Que tal começar ainda hoje?

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